mai 09

CONVERSE PEOPLE > Lucky Lucy e Converse para todos os gostos

Mariana Vilela e seus Converses personalizados e cheios de estilo

Converse não se trata apenas de tênis, mas de personalidade. Cada um tem o seu estilo próprio e único, e muitos exteriorizam seu estilo pela forma de se vestir. A sessão Converse People apresenta a paulista Mariana Vilela, estudante de design e fã de Converse, que começou rabiscando seu Chucks velho e hoje customiza os pisantes ao estilo do freguês, tendo até sua marca, a Lucky Lucy. Ela conta ao Conversation como começou a desenhar em Converse, os cuidados, seu processo, e claro, seus belos Chucks customizados. Confiram a entrevista:

Como bateu a vontade de rabiscar o tênis?
Eu nem sei bem como inventei isso, acho que era muito daquela coisa de querer algo diferente que você não consegue achar em lugar nenhum, sabe? Sempre gostei de All Star e sempre gostei de desenhar. Era das poucas na escola que não fazia parte daquela mania de usar tênis caríssimos, projetados para corrida, no dia-a-dia,pra ir pra aula e passear no shopping. Isso sempre foi esquisito pra mim, e eu ficava feliz com o velho All Star. Além do mais, sempre tive dificuldade em comprar tênis, nada me agradava… ou era pela cor, ou eram grandes demais pras minhas pernas magrelas, ou caros demais, ou machucavam… enfim, era bem chato. All Star não tinha essas chatices, eu já até sabia o número que servia sem provar e ainda podia ter um de cada cor se quisesse. Nunca tive uma coleção deles como queria, mas um dia eu chego lá, agora com eles customizados, haha.

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Um dia na aula, tava entediada, com o tênis branco já velho e um marcador na mão. O fato dele já estar quase podre me encorajou a rabiscá-lo. A gente sempre tem medo de inventar essas coisas e perder o tênis todo, né? O resultado ficou horrível e eu aposentei o tênis logo em seguida. Mas a idéia ficou na cabeça. Até que demorei um certo tempo até colocar realmente em prática, num tênis pra minha irmã. Aí fiz um pra mim e saquei que, assim como eu, outras pessoas também gostariam de ter os seus tênis feitos exclusivamente pra elas, com a cara delas. Então fui tirando outras idéias do papel, em calçados com números aleatórios. Isso pra poder mostrar o que eu podia fazer. Ninguém se arrisca a encomendar um sem ver seu trabalho antes. Essa história de fazer mostruário me deixou com dois pares estocados em casa até hoje (isso que dá fazer sem saber qual a numeração masculina mais comum, haha). Mas em resumo, foi o esquema de se virar com o que você sabe fazer, primeiro pra você mesmo… Depois percebendo que, assim como eu, mais gente também deveria estar interessada em coisas exclusivas, customizadas como elas querem e tal…

Qual é o grande atrativo na customização?
Acho que o atrativo de um acessório customizado não é apenas a exclusividade, mas o fato de ser único, porque isso pode fazer da peça um pouco cara demais e as pessoas “nem fazem tanta questão assim”, mas principalmente o fato de poder ter algo que você não acha em loja nenhuma. Ultimamente várias marcas têm feito modelos coloridos, com detalhes mais interessantes, mas não tem o desenho do meu gato de estimação ou sei-lá-o-que… E as pessoas têm a necessidade de mostrar quem são e o que querem através do modo como se vestem, mesmo que inconscientemente.
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Como é o seu processo criativo? Como você se inspira, se há um esboço, ou já parte pra cima do tênis, quanto tempo você leva trabalhando nele…
Eu vivo cheia de idéias, mas não tenho as colocado nos tênis sem ter pra quem vender depois, pois vira estoque e eu ainda não posso fazer esse tipo de investimento esperando um possível retorno, sabe-se lá quando. As vezes faço uns no meu número (que é do mais comum feminino) e se não saem, sei que posso pelo menos ficar com ele pra mim. Mas ainda sim é um investimento próprio que eu evito por enquanto.

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Quanto ao desenho, eu posso reproduzir algum dos que já fiz, que posto no Flickr, ou montar uma composição a partir de elementos e cores que a pessoa queira. Quando a pessoa se interessa por um modelo personalizado, busco entender o que ela tem em mente e monto a composição. Esse leva muito mais tempo, passa por aprovação do cliente, redesenho e tudo mais (design!) e por isso saem mais caros. Também posso reproduzir uma imagem que a pessoa tenha pronta, como aquele da Audrey Hepburn ou aquele da capa do cd Yield, do Pearl Jam. Sempre faço esboços antes e as vezes mostro pra pessoa e redesenho, então o tempo, assim como o preço, varia de acordo com o detalhamento e a dificuldade de cada projeto.Em geral peço um prazo de duas semanas depois de finalizado o desenho. Se acabar antes, melhor, se precisar, peço mais tempo, rs. Trabalho só por encomenda, geralmente customizo em pares novos, mas se a pessoa já os tiver em casa, em bom estado, posso fazer nele, abatendo o preço do calçado e cobrando só a customização. O inconveniente é que se ela morar longe não compensa pagar frete dobrado, pra me mandar o tênis e depois pra recebê-lo de volta, ai vale mais fazer num novo.

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Quais os cuidados com um tênis customizado?
Bom, All Star já não é um tênis pra trilha e lama, né? E os tênis customizados precisam de um pouquinho mais de cuidado com o lugar onde vão, pois são tênis de passeio. Mas agüentam o tranco do uso diário como qualquer outro Converse. É importante ressaltar que as ilustras não saem lavando… É meio óbvio, se não o negócio jamais iria pra frente, mas as pessoas sempre têm essa dúvida…
Dá até pra deixar de molho com alvejante sem cloro (pra roupas coloridas) e sabão em pó, e eles continuam inteiros. Só não recomendo esquecê-los lá de molho nem esfregar demais, porque assim vai desgastar mais rápido mesmo.

Como seria a sua obra-prima customizada? Aquele desenho que você mais gostaria de ver/fazer em um Converse?
Vejo todo o processo como uma coisa contínua, já que não parei de fazer meu trabalho e nem penso em parar. Hoje posso estar orgulhosa por algum, mas amanhã posso ter outra obra-prima, já que busco me superar a cada dia. Hoje, talvez possa dizer que seria a customização com a capa do cd do Pearl Jam, por considerá-lo um desafio vencido, que pode até colocar meu trabalho num outro nível, mas não sei, acabei de terminá-lo e, sendo o último que fiz, pode perder o posto pra um que eu faça amanhã. Mas na verdade também não o consideraria minha obra-prima pelo fato da imagem não ter sido criação minha. Então, teria de ser algo que eu criar e me superar. Já tive obras-primas superadas e isso me faz me esforçar mais a cada dia.


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Gostaram do trabalho da Mariana? Então confiram ele por completo no Flickr e no portfolio dela, que tem muito mais por lá!

E se você é fã de Converse e tem uma história legal usando nosso pisante favorito, conte para nós. Quem sabe não seja nosso próximo Converse People? :)

Conversation “Custom”  Team

 

nov 25

Converse no Creamfields Brasil

Na semana passada rolou em Belo Horizonte o Creamfields Brasil, um dos festivais de música eletrônica mais badalados da atualidade. O evento, que também rolou em outros países como Espanha, Polônia, República Tcheca, México, Malta, Argentina, Chile, Romênia e Peru, foi criado em 98, em Liverpool, Inglaterra, com a idéia de oferecer um festival de música ambientado em um grande espaço, sendo o primeiro grande evento a apresentar em seu palco principal shows e performances ao vivo ao lado de DJs consagrados pelo público. Desde então vem crescendo e ganhando destaque entre os principais festivais de música.

A Converse, que não poderia ficar de fora desse agito, instalou um lounge onde a galera passava para conferir as novidades, conversar com o pessoal, e fazer festa. Olhem só quanta gente bonita passou lá:

UPDATE: criamos uma conta no Flickr, para poder publicar mais fotos do evento, sem sobrecarregar o blog. Cliquem aqui e vejam todas as fotos tiradas no lounge da Converse.
Fotos por Ludmila Tavares

Conversation Team

 
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